quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Contagiante

E no fim quem acabou solitária?

Eu que sempre busquei a felicidade, pois há um tempo parei por achar que as coisas se arranjariam sozinhas.

Foi meu maior engano, permaneço sozinha em casa, em bares, em shoppings.

Pareço sempre esperar por algo magnífico que vá mudar minha vida, só que as pessoas continuam passando por mim tão rapidamente, eu permaneço em câmera lenta, e nada muda.

Para não me sentir pior ainda arranjo beijos, carinhos e algo mais de vez em quando, porém sem telefonemas para saber como estou, sem compromissos, sem mensagens no telefone. O bom é que não pago por isso.

A sensação de vazio vem de brinde também.

Mas o que eu poderia fazer?

Já perguntei a muita gente se tenho algum defeito irreparável para afastar de mim quem quer que seja, porém a resposta é sempre a mesma: não, eu não tenho nada.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Assim

Tem tanta coisa errada nessa vida que o maior desejo de muitos é ter uma grande borracha de apagar.

Por exemplo, é certo que venham me dizer o que devo ou não fazer?

Ou pior, é certo eu levar a vida desse jeito apenas pra conseguir sobreviver?

Não sou só eu que passo por isso todos os dias, é um martírio na vida de cada pessoa desse grupo imenso, onde apenas queremos levar uma nova vida.

Porém é difícil ter um novo começo.

Muitos não dão apoio, outros acham que é uma forma de chamar a atenção, e isso vai enfraquecendo cada vez mais nosso desejo.

Todos os dias é um pesadelo diferente, ou uma paranoia rodando minha cabeça enquanto estou acordada e bem vivaz, talvez muitos pensem que estou beirando a loucura.

Mas isso não é verdade.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Aquilo que me desperta

Na verdade é como eu me sinto em relação a tudo isso.

É uma coisa meio fora do comum, me faz parar e ficar pensando em tudo que vejo na minha frente, posso até mesmo analisar o andar de um cachorro.

Seria o que me faz pensar.

O intuito que me move às vezes me distancia da linha tênue localizada entre a vida e a demência.

Pendo normalmente para o lado errado, que para mim é o mais certo possível.

São as coisas mais simples do meu viver, tantas vezes puntuado por uma paranoia esquisita de pensar que já levei tiro, apenas por ler sobre massacres.

Quem sabe eu seja imortal e não sei.

Quem sabe morri e não me avisaram.

O sol não me engana, ele me acorda aos finais de semana, ele me mata de calor no verão, mas ele me deixa saber que ainda estou aqui no meu quarto, procurando por entre as frestas da janela o horizonte escondido.

Aquele campo, o sol, o vendaval.

Desejaria por um instante morar lá, gritar meus medos para que se disperssasse no céu  nítido e lindo.

Estou viva, porém longe.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Faltou a verdade

Eu lembro de uma maneira muito explícita quando você explodiu em prazeres, olhando em meus olhos, sofrendo de certa forma.

Veio e foi como uma tempestade de verão, mal pude expressar o que eu quis.

Você também, que está aí a uma distância tolerante, eu também te agradei com palavras demasiadas doces, as quais não poderia ter dito tantas vezes, pois isso acabou me fazendo mal.

Que esquisito isso tudo...

Relações têm acabado antes mesmo de começar, e eu não descobri o porquê.

Será que assusto, intimido ou algo assim?

Será que possuo algum defeito irreparável, até, quem sabe, na aparência?

Nenhum de vocês pode me dizer, talvez seja mais fácil não usar da sinceridade, porém continuo nesse estado indagativo, nunca passando para o estado de plena certeza.

É por que eu não uso aquele salto ou jaqueta da moda?

Ah, pode ser por eu não ser afeiçoada feito uma boneca de luxo, usar sempre os mesmos jeans de lojas de departamento e comprar bijuterias que deixam o metal fixado em minha pele.

Não tenho o cabelo platinado e modelado, não é mesmo? Ou seria por eu não ter uma amiga pra fofocar pelo telefone?

Já sei, é por eu ser desse jeito meio moleca, meio "menina que virou mulher e quer se embelezar, mas não consegue", desse jeito ingênuo e demais esperto, ou desse jeito "deixa eu ir com você ao show do Ozzy?".

Eu pequei nisso, pequei por crescer rodeada de homens, pequei por gostar da simplicidade, pequei por não curtir televisão, pequei por não estourar meu cartão de crédito comprando roupas, pequei por não aceitar tudo que me impõem.

Aqui fica o meu perdão por eu não ser como vocês desejariam.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CANSEI

Será que alguém já estudou o organismo de alguém que não faz aquilo que gosta?

Posso garantir que os efeitos colaterais não são nada bons.

Estou sempre cansada, distante, irritada e com dores de cabeça, tudo por não sentir prazer naquilo que faço, me frustrando cada vez mais com o que "escolhi" para o meu futuro.

Eu não deveria estar aqui.

ESTOU CANSADA, EXTREMAMENTE CANSADA DE LEVAR ESSA VIDA.


Quero fugir dessa tortura que é o mundo moderno, desse consumismo todo, dessa luta pra poder ter o que comer, mesmo que isso custe minha sanidade!!!

Pessoas que envelhecem anos e anos em poucos meses de trabalho, de estudos cada vez mais maçantes que no final de pouco adiantam pra ganhar um bom salário, porque se hoje jogador de futebol sem o mísero ensino médio ganha a medalha Machado de Assis, de que serve essa droga de estudo e trabalho?

Ah, eles servem pra estragar sua saúde, te deixar com um nível de estresse altíssimo ao ponto de você querer se jogar da janela, servem também pra você perder muitos anos da sua vida, deixar de lado quem realmente importa, pra no final você dizer que é graduado e continuar acordando cedo pra ir trabalhar.

Até que finalmente você se aposenta, e o que sobrou? Um corpo desgastado, sem energia, "esfolado" pelo tempo de pressão física e mental.


Analisando tudo isso, acho que é chegada a hora de tomar uma atitude, porque eu não quero ser mais um membro dessa tropa que marcha sempre na mesma direção.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sem palavras

Sinto que há uma inquietação que habita meu interior, e clama por liberdade!
O que será ela? Não sei. Não tenho a mais remota ideia.
Porém ela grita impiedosamente, me deixando confusa, quebrando meu silêncio
quando não quero revelar a mais ninguém o quanto quero seguir para o limite de tudo.
O dia acaba, penso que em casa terei uma fiel ouvinte e apoiadora me esperando, mas é
tudo ilusão e desejo que há muito tempo tenho.
Tudo que recebo são palavras desencorajadoras, como se eu fosse uma andarilha incapaz
até mesmo de levantar ao amanhecer, mas não, não!
Foge de meu conhecimento o que eu tenha feito para que não receba qualquer motivação
de alguém que me carregou no ventre.
Talvez ter tomado minhas próprias decisões? Realmente lamento por isso.
Posso seguir contra a vontade de todos, contra rumos já traçados, contra tudo o que
já foi dito, mas não deixarei de fazer o que acho certo, muito menos de continuar
na minha jornada.
A única coisa que posso fazer é pedir desculpas por não ser um modelo fiel do que você,
mãe, imaginou que um dia eu fosse.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O que a noite reserva...


Fui à festa pra dançar e me divertir. Fazia um bom tempo que meu corpo não se deslocava a qualquer outro lugar que não fosse à faculdade e minha casa, mas dessa vez era diferente e estava saindo rumo à diversão.
A fila estava meio grande, não vi nenhum conhecido, mas decidi esperar por alguém. Esperei demais e adentrei no recinto, e não estava tão cheio como pensei. Bem, não queria eu que aquele lugar estivesse cheio sendo que eram apenas onze e meia da noite. Subi as escadas e dancei nem sei que música, só lembro que era dos anos oitenta. Fui ao bar e peguei um refrigerante, já que meu gosto é bem seletivo e não tolera álcool. Voltei a dançar e não demorou muito pra que algum rapaz viesse se engraçar pro meu lado.
- Qual é teu nome?
- Fernanda.
- “Tá” sozinha?
- Não, estou com amigos.
E logo eu voltava a dançar fechando os olhos e sorrindo, dando a entender que ele não me agradou. Posso dizer que essa cena se repetiu mais umas oito ou nove vezes. Tudo bem que vão dizer que sou esnobe, mas se eu fosse ficar com alguém naquela festa, seria um homem bonito e atraente, e ninguém assim veio falar comigo. Ora, eu também tenho minhas exigências, assim como os homens.
- Mas aí você vai estar abrindo mão de conhecer alguém que possa ser legal. – Disse outro rapaz que quis ser meu psicólogo.
- Eu não vim aqui conhecer meu namorado.
Voltei a dançar e quando resolvi dar uma descansada, esse mesmo rapaz veio com um amigo, que perguntou se eu lembrava dele.
- Não lembro.
- Como não? Eu também cheguei em você.
Percebi que aquilo poderia ser mentira, mas a situação não estava boa. Os dois ficaram me encarando, como se me condenassem por dar foras em tantos caras. Sim, eles se prestaram a contar quantos caras vieram falar comigo, e depois foram me encarar.
Saí de perto e fui para o outro ambiente da festa ouvir um pouco de rock. Sentei-me num canto e comecei a pensar no que eu tinha feito até ali, que eu não era superior a ninguém para dar tantos foras, mas eu não tinha culpa por não ir à festa com o objetivo de ficar com alguém.
Outros problemas invadiram minha cabeça e foi inevitável não me abalar e simplesmente abaixar a cabeça com as mãos no rosto e chorar. Até parecia que eu estava de porre. Não demorou pra que outro rapaz sentasse ao meu lado e visse minha situação. Fez-me diversas perguntas e ficou ali, esperando eu me recompor. Veio até mesmo uma moça sentar do meu lado e perguntar se eu tinha bebido.
- Eu não bebo.
- Você está se sentindo bem?
- Sim, logo passa.
Num gesto de ajuda tirou os cabelos do meu rosto e puxou para trás, como se tentasse fazer um rabo de cavalo. Nessa altura deixei que qualquer estranho cuidasse de mim, estava entregue à noite e às suas armadilhas emocionais. Recompus-me e fui ao banheiro olhar meu rosto de criança chorosa, e vi que estava sendo uma besta.
Voltei para a outra pista, tentei dançar, mas nada se ajeitou.  Não me deixavam dançar (“ai, mas como ela é bonitona e ninguém resiste”).
Já era umas quatro e pouca da manhã, logo eu já iria embora, então desci e fiquei escorada num balcão, esperando meu amigo pra irmos embora. Quando vejo surge um rapaz ao meu lado, e logo pensei ser mais um daqueles chatos que só querem “pegar” e ir embora.
Porém o papo dele foi diferente, dizendo que notou que eu estava desanimada e queria saber por quê. Expliquei a situação e ele perguntou se eu aceitava uma companhia pra conversar numa boa, já que tinha que fazer hora pra ir trabalhar. Aceitei e começamos a conversar sobre diversas coisas, até mesmo sobre profissão. Olhei no relógio e já estava quase na hora de eu ir embora, comentei e nesse instante começou a tocar Michael Jackson. O simpático rapaz me convidou pra dançar, e eu pensei “que se dane o horário, vou me divertir mais um pouco”. Subimos as escadas e dançamos que nem loucos, cantando um pro outro, como se nos conhecêssemos há tempos. Dançamos mais algumas músicas e disse a ele que dessa vez eu teria mesmo que ir.
Aprendi que, apesar de tudo, bem no finalzinho ainda pode ter algo interessante, e muito.

Nós

Penso que poderia estar em qualquer lugar que não fosse meu quarto.
Se estivesse com você.
Se estivesse com ele.
Não soube fazer uma boa escolha dos meus caminhos, acabei por ficar aqui.
Sem você.
Sem ele.
Mas não pensem que minha carne foi tão somente consumida, pois também consumi.
Tanto de você.
Quanto dele.

sábado, 5 de maio de 2012

Ilusões de verdades

Sabe, às vezes você pode se debulhar em lágrimas, se atirar ao poço, que ninguém vai notar a sua loucura emocional. Muitas pessoas podem até mentir, dizer que é algo incondizente, mas a verdade é que quando se sentem sozinhas procuram aqueles fragilizados sentimentalmente, os iludem ao limite, e depois vão embora quando retornam à sua agitada vida pessoal.
Aí, você que é um daqueles fragilizados, se debulha em lágrimas e se atira ao poço, mas ninguém, muito menos sua companhia passageira, nota.
Você procura, argumenta com as palavras que pode tentando um novo encontro com aquela pessoa, tenta ao máximo não ser chato, e ainda por cima sai com apelido de "pressionador".
Até quando vamos com isso?
Seria uma relação fabricada pela sociedade moderna, onde você fica disponível pra quando essa pessoa quer e pode? E onde entram as suas vontades nessa história?
Sinceramente, há grandes chances de você sair dessa vida sem alguém realmente se importar com você além dos seus pais, e certamente muitos lhe dirão palavras bonitas sem necessidade e da boca pra fora somente pra conseguir algo.
Nada do que parece é de verdade. Pense nisso.

sábado, 28 de abril de 2012

Estar Junto

Talvez você não entenda que minha única vontade é estar junto, aconchegada em seus braços, mesmo que seja por uma noite.

A saudade já bate, e juro que não exijo muito mais que doces beijos, prometo também não lhe afortunar a vida por sentir vontade de seus lábios.

É tão difícil perceber que eu não quero tomar seu mundo pra mim?
Quero apenas sentir sua pele e te abraçar...

domingo, 22 de abril de 2012

Tem gente que não aprende

Se você vai deixar a pessoa sem resposta por um longo e incalculável tempo, NÃO entre no Facebook, NÃO entre no MSN e coloque status "ocupado" achando que assim remenda alguma coisa.
Do outro lado da tela pode ter alguém querendo MUITO falar com você, e não vai ligar para o seu status, afinal, se você conectou nessa joça, é porque realmente não está ocupado.
Se estivesse nem ligaria o computador, não é mesmo?
Quando for você que estiver tentando falar com alguém nessas circunstâncias, aí, meu bem, como diz a propaganda da Monange, "sinta na pele essa emoção".

E tenho dito.