sexta-feira, 25 de outubro de 2013

À beira da insanidade

Se eu surtasse nesse exato momento.

Me atirasse ao chão, praguejando coisas desconexas.

Levantasse os braços em um gesto de "por quê?".

Gritasse onomatopéias de dor, de desespero, de raiva.


Eu seria a eterna incurável.

A incapaz de nunca mais socializar.

Impossibilitada de novamente trabalhar.


Mas ninguém é capaz de entender o que me faz isso.

Ninguém compreende que não nasci louca.

Sou totalmente capaz de renascer se for ajudada.

Incapaz de viver se for julgada.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Aquilo que eu sinto

Hoje, ao ler um blog do qual gosto bastante e sempre posta imagens e tirinhas bem bacanas, me deparei com essas três abaixo que me chamaram bastante a atenção.

Me faz crer que não só eu, mas muitos no mundo estão insatisfeitos com muitas coisas, e essas imagens/tirinhas conseguem descrever exatamente o que sinto, tanto que me deram uma vontade imensa de produzir algo assim.



Essa retirou todas as palavras do meu pensamento, literalmente. É desse modo que me sinto todos os dias, sempre pensando naquilo que estou deixando de realizar (não consigo viajar desde o início de 2012), me sentindo mal pela falta de energia e pela falta de tempo, coisas que me impedem de acordar bem cedo e ir à academia, pois queria demais me dedicar ao meu corpo para me sentir melhor ainda.

Sinto e tenho certeza de que o que vivo é apenas uma rotina extenuante, entre trabalhar para comer, comer para trabalhar e dormir para não morrer. É a triste realidade, mas o que fazer se sou uma mera trabalhadora da classe média que precisa disso para não morrer de fome?




Essa então...me deixou sem palavras. Descreve exatamente aquilo que todos pensam em relação a quem abdica de uma carreira ou de um salário ótimo para ficar mais tempo em casa e dar atenção a quem realmente precisa. Nesse momento eu adoraria estar em casa com a minha mãe, ajudando-a a se recuperar da cirurgia pela qual passou, mas novamente estou presa em um escritório para pagar meus estudos e ter o básico do que quero. Sei que praticamente todos passam por isso, mas muitas vezes me pergunto se trabalhar não deveria ser bom, afinal 99% dos trabalhadores de uma empresa ficam felizes quando tem um feriado, ou quando não há muito trabalho a se fazer. Ainda acredito que sermos obrigados a fazer algo tira totalmente nosso empenho, diferente de quando fazemos espontaneamente. 

 



Essa imagem foi meio contraditória para mim, já que ao meu ponto de vista quanto mais permanecemos em um escritório, esperando o tempo passar, mais robóticos nos tornamos.

Talvez eu não tenha entendido o real sentido da imagem, mas isso tudo não deixa de ser verdade.

O fato é que somos robô durante todo o tempo dentro de um prédio climatizado, com máquinas a nossa frente e barulhos e mais barulhos de teclas e outras coisas sintéticas.

A partir das 18h podemos voltar a ser humanos novamente.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Através da janela eu vejo o mundo

Ao questionarmos os verdadeiros fundamentos da realidade, somos tidos como criança, mas ao questionarmos qualquer fruto do imaginário, somos tidos como sisudos e frios.

O que de fato vale nessa vida?

Sempre dizem que não é possível agradar a todos, e certamente essa é uma das maiores verdades, já que o que importa mesmo é agradar a nós mesmos.
Então passamos a perceber que tudo o que nos ensinaram sobre bons costumes, sobre o certo e o errado, é algo totalmente fora de contexto porque com o passar dos anos as teorias mudam, o certo pode virar o errado da mesma forma que quase tudo se inverteu.
Já não se pode dizer que bem sucedido é aquele que ganha bem.
Também não se pode dizer que feliz é aquele que tem tudo o que planejou durante a vida.

Se eu me questiono, talvez muitos também se questionem.
Será que realmente vale a pena passar a vida toda, durante cinco dias da semana em turno integral, dentro de uma sala com ar condicionado, longe do resto do mundo, cumprindo as mesmas rotinas, ganhando a mesma coisa que nem de perto pode realizar um sonho?
"Na Natureza Selvagem", desse filme eu nunca vou esquecer, mas o próprio protagonista dizia que a felicidade só é real quando compartilhada.
De fato não posso me lançar sozinha no mundo, sem olhar pra trás, mas com certeza algum dia acharei minha companhia de desbravamento mundial, pois eu não nasci para cumprir a mesma cronologia de vida que todos cumprem.