terça-feira, 27 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Porque pensei em você o tempo todo
Amar, gostar, querer...nem sempre tudo isso é uma artimanha da vida para nos fazer parar e refletir.
A empolgação de início é tanta que nem percebemos que muitas coisas ainda podem acontecer, dentre elas episódios ruins de um folhetim que poderia ter um final feliz.
Quem dera se eu pudesse retroceder no tempo e ter desligado meu computador naquele dia.
Atitude tão simples que poderia evitar a amargura de agora, porém três dons tão desejados pelo ser humano sempre vão fazer falta: ver o futuro, voltar no tempo e apagar lembranças ruins.
Talvez muitos digam que o brilho nos olhos e frio não barriga não existem, que paixão ou amor a primeira vista são invenções lucrativas no dia dos namorados, mas só posso afirmar que não havia chão ou qualquer pessoa a minha volta quando olhei em seus olhos, e me senti flutuando em meus próprios sonhos.
Esse momento poderia durar pra sempre que eu ficaria sentada e imóvel naquela cadeira de cinema, pois através de suas pupilas eu vi um universo inteiro, mas também vi uma dor que hoje nos assola e quer nos afastar definitivamente. Ao mesmo tempo que te amo, me sinto impelida a não insistir em mais nada e seguir sozinha, pois o sofrimento que me toma não quer deixar que tudo o que vivemos seja eterno.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Elevadores e pessoas
Muitas vezes ao entrar ou sair do trabalho, ir a médicos e tantos lugares nessa selva de pedra, me pergunto porque aquela sensação estranha de ter que falar alguma coisa surge quando estamos em um elevador.
Um silêncio mortal, os andares que custam a passar, e aquelas pessoas que nunca vimos.
Olhamos para o teto, para as paredes, talvez alguns até se sintam em uma camisa de força, então vem a pergunta: e se o elevador estragasse?
Já vem à mente os paletós sendo retirados para aliviar o calor humano, os mais velhos arranjando um canto para se sentar e, por fim, o primeiro contato verbal.
É desconcertante conversar em um espaço minúsculo, sob uma mistura de tensão e tentativa de manter a compostura, já que ninguém gostaria de mostrar seu lado histérico em público.
Os olhares às vezes se cruzam, e certamente os detalhes mais imperceptíveis nas viagens diárias de elevador agora são notados, como a pintinha na nuca da moça do quinto andar.
Então o alívio vem na forma de sons de batidas e murmuros no andar de cima, enfim os técnicos vieram salvar os trabalhadores, até que a porta se abre e o conforto do individualismo se restabelece na mente de cada um.
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