sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O dia em que eu resolvi seguir em frente

Foi numa dessas manhãs insonsas, em que a umidade de um recente temporal pairava sobre a cidade.

Depois de tanto peregrinar por ruas, avenidas e vielas, buscando um lugarzinho de destaque na pirâmide econômica moderna, aterrissei como uma paraquedista num campo de verdades: o lugarzinho não é para pessoas ordinárias.
Confesso que foi um golpe demasiado dolorido abrir os olhos para isso, além de constatar que vivo no polo comum dos habitantes terráqueos.

Então eu me vi em um beco sem saída, ou melhor, sem a saída padrão, e pra escapar ou eu voltava para a minha vil existência, ou eu escalava os muros do beco e seguia em frente.
Pular os muros do beco exigia ousadia, grandes ideias e novas concepções, e como consequência me traria um nova vida.

Após uma breve introspecção, soube que o melhor a se fazer era vencer o obstáculo.
Ainda não estou do outro lado do muro, mas já estou pegando o impulso para chegar lá.