terça-feira, 16 de outubro de 2012

Assim

Tem tanta coisa errada nessa vida que o maior desejo de muitos é ter uma grande borracha de apagar.

Por exemplo, é certo que venham me dizer o que devo ou não fazer?

Ou pior, é certo eu levar a vida desse jeito apenas pra conseguir sobreviver?

Não sou só eu que passo por isso todos os dias, é um martírio na vida de cada pessoa desse grupo imenso, onde apenas queremos levar uma nova vida.

Porém é difícil ter um novo começo.

Muitos não dão apoio, outros acham que é uma forma de chamar a atenção, e isso vai enfraquecendo cada vez mais nosso desejo.

Todos os dias é um pesadelo diferente, ou uma paranoia rodando minha cabeça enquanto estou acordada e bem vivaz, talvez muitos pensem que estou beirando a loucura.

Mas isso não é verdade.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Aquilo que me desperta

Na verdade é como eu me sinto em relação a tudo isso.

É uma coisa meio fora do comum, me faz parar e ficar pensando em tudo que vejo na minha frente, posso até mesmo analisar o andar de um cachorro.

Seria o que me faz pensar.

O intuito que me move às vezes me distancia da linha tênue localizada entre a vida e a demência.

Pendo normalmente para o lado errado, que para mim é o mais certo possível.

São as coisas mais simples do meu viver, tantas vezes puntuado por uma paranoia esquisita de pensar que já levei tiro, apenas por ler sobre massacres.

Quem sabe eu seja imortal e não sei.

Quem sabe morri e não me avisaram.

O sol não me engana, ele me acorda aos finais de semana, ele me mata de calor no verão, mas ele me deixa saber que ainda estou aqui no meu quarto, procurando por entre as frestas da janela o horizonte escondido.

Aquele campo, o sol, o vendaval.

Desejaria por um instante morar lá, gritar meus medos para que se disperssasse no céu  nítido e lindo.

Estou viva, porém longe.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Faltou a verdade

Eu lembro de uma maneira muito explícita quando você explodiu em prazeres, olhando em meus olhos, sofrendo de certa forma.

Veio e foi como uma tempestade de verão, mal pude expressar o que eu quis.

Você também, que está aí a uma distância tolerante, eu também te agradei com palavras demasiadas doces, as quais não poderia ter dito tantas vezes, pois isso acabou me fazendo mal.

Que esquisito isso tudo...

Relações têm acabado antes mesmo de começar, e eu não descobri o porquê.

Será que assusto, intimido ou algo assim?

Será que possuo algum defeito irreparável, até, quem sabe, na aparência?

Nenhum de vocês pode me dizer, talvez seja mais fácil não usar da sinceridade, porém continuo nesse estado indagativo, nunca passando para o estado de plena certeza.

É por que eu não uso aquele salto ou jaqueta da moda?

Ah, pode ser por eu não ser afeiçoada feito uma boneca de luxo, usar sempre os mesmos jeans de lojas de departamento e comprar bijuterias que deixam o metal fixado em minha pele.

Não tenho o cabelo platinado e modelado, não é mesmo? Ou seria por eu não ter uma amiga pra fofocar pelo telefone?

Já sei, é por eu ser desse jeito meio moleca, meio "menina que virou mulher e quer se embelezar, mas não consegue", desse jeito ingênuo e demais esperto, ou desse jeito "deixa eu ir com você ao show do Ozzy?".

Eu pequei nisso, pequei por crescer rodeada de homens, pequei por gostar da simplicidade, pequei por não curtir televisão, pequei por não estourar meu cartão de crédito comprando roupas, pequei por não aceitar tudo que me impõem.

Aqui fica o meu perdão por eu não ser como vocês desejariam.