segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Aquilo que me desperta

Na verdade é como eu me sinto em relação a tudo isso.

É uma coisa meio fora do comum, me faz parar e ficar pensando em tudo que vejo na minha frente, posso até mesmo analisar o andar de um cachorro.

Seria o que me faz pensar.

O intuito que me move às vezes me distancia da linha tênue localizada entre a vida e a demência.

Pendo normalmente para o lado errado, que para mim é o mais certo possível.

São as coisas mais simples do meu viver, tantas vezes puntuado por uma paranoia esquisita de pensar que já levei tiro, apenas por ler sobre massacres.

Quem sabe eu seja imortal e não sei.

Quem sabe morri e não me avisaram.

O sol não me engana, ele me acorda aos finais de semana, ele me mata de calor no verão, mas ele me deixa saber que ainda estou aqui no meu quarto, procurando por entre as frestas da janela o horizonte escondido.

Aquele campo, o sol, o vendaval.

Desejaria por um instante morar lá, gritar meus medos para que se disperssasse no céu  nítido e lindo.

Estou viva, porém longe.

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