segunda-feira, 23 de junho de 2014
A pílula da distorção
Posso ir a um psiquiatra para quem contarei todos os meus problemas, como se estivesse me referindo a uma entidade divina que vai mudar tudo.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Triângulo
Eu a vejo com as mãos em prece
Em vestimentas de oriente
De fora apenas o ventre
Me olha com olhos pintados, boca em cor de sangue
Percebo que ele também está aqui
Me ampara, como querendo perdão
Não por ela, mas pela situação
Sugere uma tríade de todos
Deitamo-nos em suave terreno
Até a manhã seguinte
Em minhas costas sinto dela o veneno.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Ainda lembro
Não vou dizer que não sinto saudade.
Há uma coisa aqui dentro que aflora quando lembro de você e de todos os momentos bons que pude ter ao teu lado.
Quero dedicar esse texto a somente os bons momentos, os quais não me fariam pensar se não tivessem me cativado e marcado o bastante.
É o Django Livre ao fundo na tela de cinema, enquanto aqui existem só os olhares compenetrados um no outro, viajando em um espaço-tempo desconhecido, que só nós sabemos.
É a sessão filme caseiro na cama king size, com a pipoca estourando no microondas e o edredom nos aquecendo.
É o passeio de mãos dadas no parque, junto com a pequena partida de basquete.
É o chinelo que você comprou especialmente pra mim e deixou na sua casa, o qual só pude usar uma vez, pois no mesmo dia de estreia eu estava saindo da sua vida definitivamente.
Lembrando que isso foi especial somente para mim, pois baseando-se no que você dizia, deveria ser especial pra você também.
In the best moments, wish you here...
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Sessão terapêutica
Estou me afundando, afundando, afundando...é o que penso toda vez que sento nessa cadeira pra entrar nesse mundo aqui, chamado internet, que sei lá se me fez bem ou se me fez mal.
Está tudo a um clique, eu posso fazer o que quero, ser o que quero, passar dias e dias olhando para o passado e lamentando, e nessa parte sei que me fiz entender o que é pra ser dito.
Os lamentos...queridos lamentos! Vocês vêm assim tão depressa, me tomam e me deixam cair no chão, entre lamúrias, entre "por que eu ainda não te tenho aqui?", "eu merecia mais do que essa mendicância de sentimentos em que me encontro agora e pela qual vejo tantos outros passarem longe".
É isso, tudo tão atormentado, porque não há perspectiva estando nessa cadeira desconfortável, mas ela me prende por horas aqui, eu não saio da minha inutilidade para o desbravamento intelectual e criativo porque ela simplesmente me prende.
Meus pensamentos transgressores mal saem da minha cabeça e já voltam lá para o fundo, porque algo não me deixa, ou me diz que isso não é possível, e eu me atenho a esse cômodo de alguns metros quadrados pra visualizar mentalmente o que já foi, o que já era, o que não voltará a ser.
Meus antebraços estão marcados de debruçá-los por tanto tempo em cima dessa mesa de jantar, que é onde fica meu passaporte pra esse mundo virtual e a entrada gratuita para o museu.
Sim, às vezes eu penso que estou ficando louca, porque até mesmo me sinto como um daqueles espíritos que se alimentam da felicidade alheia, ou sei lá por qual motivo concreto eu estaria enlouquecendo se não por motivos da minha cabeça, por exemplo esse de me alimentar do passado.
Eu até olho para a frente mas me sinto insegura, procuro em outras pessoas aquilo que tive, um sorriso perfeito, a altura equivalente a uns dois palmos a mais do que eu, a força adequada pra me manter segura e apaixonada diante de qualquer situação.
Não é possível, isso é como eu selecionar candidatos avaliando seus currículos, classificando-os como aptos ou inaptos. Aptos ou inaptos para mim? Para somente meu corpo? Não sei.
Agora é início da madrugada e eu me sinto melhor por transformar em palavras tudo o que precisava ser despejado da minha mente.
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